Comentários

  • Pedro Vieira
    24/04/2013

    O projecto é óptimo.
    Um estudo desta natureza é fundamental para o bom conhecimento do que se passa na cidade de Lisboa ( a minha cidade-embora não consiga viver nela) e do que se passa na envolvente mais próxima (AML) e com ramificações até se poder compreender a sua inserção em fenómenos nacionais e globais.
    No entanto, como alguém que estuda desde há muito estas questões, cumpre-me discordar, nomeadamente na análise dos dados e interpretação que fazem da trajectória descendente da cidade de Lisboa.
    É preciso ter atenção…quando referem no site que o valor de decréscimo prósimo dos 4% fica muito abaixo das estatísticas previstas pelo INE de 15% como se isso valesse de algo.
    De facto, o que apontam as estatísticas conta muito pouco, ou nada para a realidade, o que conta é de facto a realidade, e a realidade aponta para o facto de sistemáticamente, desde a década de 70 a cidade ter entrado em decréscimo populacional, a população da cidade de Lisboa tem vindo sempre a decrescer (apesar de o decréscimo ter desacelarado, mas não foi invertido-não houve acréscimo da população na cidade) e contrariamente na AML a população tem vindo a crescer. Há de facto um movimento centrípeto de concentração da população na AML, mas também há um movi,ento de “expulsão” dos habitantes da cidade. è ainda mais importante ter a noção que a cidade de Lisboa, fruto de políticas erradas, de todas as gestõs, mas especialmente das gestões onde houve maior investimento público camarário (nos anos da gestão PS-PCP, com o Jorge Sampaio e o João Soares) que foram sistematicamente “expulsos” da cidade os jovens lisboetas tradicionais, e foram capttados jovens de outras proviniências (muito pelo facto de Lisboa se ter tornado uma verdadeira cidade universitária) . deste modo grande parte dos “fihos da cidade”, os alfacinhas de gema tiveram infelizmente de procurar paragens mais viáveis de um ponrto de vista económico e social para criar família. As politicas de muitos anos não ligaram à cidade tradicional onde estavam de facto os lisboetas, e limitaram-se a fazer casas para os mais necessitados (não somos todos?) e a entregar casas a quem não tinha ( e quem morava com os pais, e mora até aos 30 ou 40 anos..foi esquecido?) A política é de facto para as massas dos coitadinhos, e para os outros que todos os dias se levantam, erguem a cabeça e vão trabalhar sem lamúrias? Quem lhes vale e assiste? Não têm tempo para manifestações nem t~em tempo para ir lamuriar-se diante de um qualquer servioço social?!
    de facto a cidade tem perdido o que de melhor tem…a sua juventude de classe média mais qualificada (mas de bolsa moderada) ficam os pobres e abre-se agora a cidade aos ricos (quem pode pagar 300.000 ou 500.000 euros por um mero apartamento?).
    A cidade vai ainda perder muito (talvez aumente população, mas vai perder a sua autenticidade) porque ainda ninguém compreendeu que as raízes e o sangue de se ser lisboeta e de amar a sua cidade, de não se conseguir afastar do pulsar da bela Lisboa, mas não ter capacidade de morar na cidade (por a cidade não estar preparada para o receber).

    Num estudo desta natureza deveria haver cruzamentos com as políticas implementadas e tirar de facto conclusões! è preciso ver o que foi feito por cada executivo e o que foi acontecendo na cidade… É preciso não ter medo, pois algo de mau se passou em vários reinados da gestão municipal na cidade e na AML.
    É preciso perceber se por um lado em Lisboa as políticas do PS “expulsaram” o lisboeta médio, em Oieras suberam captar o lisboata médio-alto, bem como as actividades económicas mais avançadas, e em Sintra/Amadora e Loures/Odivelas foi-se ficando com o restante , com o lisboeta médio-baixo e as actividades económicas sobrantes, ou industrias e logística.
    É interessante verificar que os concelhos do arco-norte funcionaram como uma alternativa às más práticas urbanistica da cidade de Lisboa. Lisboa, com todo os espaços expectantes em Chelas (por ex.) com todo o centro por reabilitar, com várias zonas deixadas livres pela saída de quartéis, indústrias, serviços, etc… nunca foi capaz de encontrar um modelo para não perder os seus habitantes, e em volta os concelhos limítrofes foram pródigos em aumentar o seu efectivo populacional (com muito menos meios). Houve de facto uma grande revolução fruto de uma gestão ruinosa da AML!
    Estamos agora a braços com um problema que muito vai demorar a resolver!
    Quando foi lançado o Polis do Cacém, eu que conhecia bem o local por lá ter familiares achei sempre uma loucuira gastar-se todo aquele dinheiro a tentar resolver e conciliar o caos urbanístico que já ecxistia ( e que entretanto cresceu e alastriou), gastou-se ainda muito a alargar o IC19, quadruplicar a via férrea, e outros gastos (ainda não totalmente contabilizados). De facto propunha e sempre disse que o dinheiro que se previa gastar mal a resolver o que ainda tinha uma dimensão média poderaia ser gasto a demolir parte do problema, e bem gasto na consolidação da cidade de Lisboa (que há data estava muito menos estruturada que hoje, desde o transporte público – metro, etc. à rede de estradas-faltava a Cril).Grande parte do investimento feito a criar condições de urbandade (poucas) em locais onde existiam serras (em Belas, cacém, etc.) ou onde existiam hortas (odivelas, etc.) em locais rústicos, e sem condições de fácilurbanização e infraestruturação condigna, dever-se-ia ao invés ter gasto grande parte das verbas a consolidadar Lisboa e um coroa envolvente forte em torno da cidade mais compacta, mais habitável, etc.
    Lisboa cresceu de mais e agora dificilmente se resolverá nos anos mais próximos (pois perdemos grande parte da mobilidade habitacional-fruto da crise do imobiliário que todos já adivinhávamos desde os anos 90 e que ninguém, os governantes deste últimos 20 anos nada fizeram- não confundir com a crise económica actual).
    Não serão de facto as políticas de um maior socialismo a resolver o nosso país! O que é preciso para resolver muitos dos nossos problemas é uma maior coesão social e agirmos como povo! É preciso não termos medo de assumir os problemas que criámos no passado, sem medos, e sem pedir contas (todos temos esqueletos no armário).
    A AML nunca actuou colectivamente como um colégio de desígnio altruista, e sempre foi um palco de luta política baixa. A CCDR tem grtandes responsabilidades, em especial os gestores de todpo que sempre deixaram a coisa andar! Quem são eles? Para além dos presidentes de câmara, em que o povo votou, existiram pessoas com um poder muito maior e que de facto se desresponsabilizarma e deixaram a coisa acontecer!

    Para além dos números, é preciso de facto analizar políticas e responsáveis!
    Todos sabemos quem foi o Duarte Pacheco, mas por ex. saberão muitos quem foi o Fonseca Ferreira? E os demais…
    E que responsabilidades tiveram no que aconteceu ?

    A análise de um acontecimento demogra´fico, social e territorial, precisa também de um pano de fundo que permita enquadrar um quadro de responsabilidades…As políticas e os actores.
    Não basta dizer que houve especulação imobiliária…Ela foi permitida por quem estava no poder público! Não aconteceu, foi tudo autorizado e licenciado!
    Há quem diga que não houve planeamento, mas e se de facto existir um “plano escondido” mesmo que não conhecido por nenhum interviniente? Acho que existiu uma série de factos políticos, factos sociais, factos económicos… uma conjugação de efeitos que conduziram (na falta de um planeamento profícuo activo) que se comportaram como um “plano informal ” que ninguém controlava, mas que ia “rolando” ao sabor de interesse vários. Era uma espécie de status quo que a todos interessava, uma “paz poder” que teve um efeito devastador na AML sob a forma da “tempestade perfeita” que vivemos.

    Ainda há muito a dizer, se quizeram alguma colaboração dsisponho-me a ajudar.

    Pedro Vieira

  • Madalena Beja
    06/10/2011

    Que projecto interessante!
    Tive no entanto algumas dificuldades em detalhar a trajectoria. Foi simples introduzir as moradas mas impossivel acrescentar os comentários. Ficava bloqueada sempre num pedido de introdução das datas de permanência (embora eu tivesse selecionado os campos logo inicialmente). Talvez tenha sido apenas “nabice” minha…ou talvez não…
    Será possivel solucionar esta situação?

  • Hortense
    15/07/2011

    óptimo projecto.
    Optei pela publicação da trajectória, por isso fui parca nas informações o que empobrece o vosso estudo.
    Poderia existir a possibilidade de acrescentar mais informação sem ser toda publicada.

  • Elsa Mascarenhas
    29/03/2011

    Muito fácil e interessante. Desejo bons resultados!

  • Ana A
    16/03/2011

    Como posso fazer alterações?
    Achei que depois de preencher as trajectórias, ao indicar as datas de permanência em cada casa o software ordenasse a trajectória global… Visto que isto não acontece e como não percebi como fazer alterações ou como voltar a entrar no meu perfil a minha trajectória está incorrecta e incompleta.

    • Editor
      17/03/2011

      A ordem das casas corresponde à sequência da introdução e não às datas de permanência. Tendo em conta a sua situação, julgamos que o melhor é apagar as casas que tinha introduzido e voltar a fazer o processo do início. Quanto à forma de fazer alterações, tem que fazer novamente o login, utilizando o e-mail e a password com que se registou na introdução de dados. De seguida, vai a “editar trajectória”, selecciona a casa que quer fazer alterações, podendo sempre retirar ou introduzir novas casas.
      Muito obrigado pelo seu interesse e participação.

  • fernanda
    14/03/2011

    Come posso fazer alteraçoes?

    • Editor
      15/03/2011

      Para fazer alterações tem que fazer novamente o login, utilizando o e-mail e a password com que se registou na introdução de dados. De seguida, vai a “editar trajectória”, selecciona a casa que quer fazer alterações (alterando texto, datas, introduzindo imagens, etc.), podendo sempre retirar ou introduzir novas casas.
      Agradecemos o seu interesse e participação.

  • Sara Eloy
    10/03/2011

    Excelente projecto e excelente interface. Fácil de preencher e cativante. Os resultados devem ser muito interessantes.
    Parabéns!

  • Manuel Menezes de Sequeira
    04/03/2011

    Excelente! O software está muito bem feito. Parabéns! Se alargarem a sua cobertura e lhe derem uma interface em inglês, estou certo que se espalha que nem um vírus por aí.

  • Márcia
    02/03/2011

    A ideia é excelente. Podiam aproveitar os dados dos utilizadores para utilizar em estudo empíricos mais abrangentes. Por exemplo, na fase de introdução das características da casa (nº divisões, viinhança, etc) poderiam criar um pequeno formulário com essas questões e com as respostas base para formarem uma base de dados que possibilitasse o rápido tratamento estatístico.
    O potencial de rendibilidade (caso os utilizadores disponibilizem os dados para tratamento estatístico sobe anonimato) seria enorme, p.e. para venda dos resultados ao mercado imobiliário; área da educação (teses, etc).
    Continuem ;)

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